segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Infinito Caminho



Horas e horas se passavam. A mesma paisagem possuíra minha janela e fora centro das minhas atenções durante todo aquele dia. Árvores, arbustos e o asfalto com milhares de faixas amarelas desenhadas. Placas, as quais nenhuma era do meu interesse. O sinto de segurança apertava. Vi o sol nascer e se por. Estava extremamente inquieto, com uma vontade absurda de chegar a algum lugar, se é que chegaríamos. Terminara ali mais uma viagem, e agora, mais que nunca, desejava estar em casa, porém, as coisas pareciam não contribuir. Lágrimas me escorreram à face... já não aguentava mais. Prometia pra mim mesmo que jamais faria algo do tipo novamente; não voltaria a costurar o país à bordo de algo que não voasse. A distância parecia ter se dobrado, e as chances de chegar em casa também. O rádio tocava desde o início do trajeto; músicas eram reproduzidas em uma sequência infinita mas nenhuma delas conseguia me entreter ou alegrar. Muito pelo contrário: talvez acabassem me deixando ainda mais estressado. O espaço era relativamente pequeno, afinal, dividia o banco de trás com meu irmão. Ou ficava sentado, ou ficava sentado. Pode parecer loucura, mas cheguei ao ponto de tentar ficar em pé dentro do automóvel; queria me esticar, mudar a posição. Desejava agora, coisas que ainda não haviam vagado pela minha mente, como tomar um comprimido que me fizesse apagar de vez ou respirar ar puro ao invés do condicionado. Não me importaria o calor. Já havia tentado de tudo para me distrair, mas até os pensamentos começaram a se ausentar. Passando por cidades e mais cidades, parecia estar cada vez mais longe da qual eu realmente gostaria de estar. completamente entregue ao tédio. Há 12 dias longe de casa, minha cama nunca havia sido antes tão cobiçada por mim mesmo. Meu quarto, meu espaço, meu habitat. Mas o que está acontecendo que o tempo não passa e nem o marcador de quilometragem avança? Males da viagem. Precisava de algo, e talvez nem eu soubesse exatamente o quê. Resolvi escrever. Por pra fora o que sentia, me expressar. Espero que me compreenda, mas esse texto não teve um objetivo ao certo. De qualquer forma, agradeço a atenção. Creio que, em breve, possa estar escrevendo novamente, mas de um lugar melhor, onde me sinta mais confortável e agradado para tal função.

(Oi pessoal! Me desculpem por ter ficado tanto tempo sem postar... Eu estava viajando e só voltei ontem. Longa viagem! E foi o que me inspirou a escrever essa crônica. Percorri mais de 1.500km tanto na ida quanto na volta da viagem DE CARRO! Então, espero que gostem.)

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